quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Clientes acusam corretora de bitcoin de sumir com dinheiro

Foto: Reprodução

Um grupo especialista no comércio de bitcoins, considerado por usuários como o maior do Brasil no ramo, tem sido alvo de centenas de processos desde junho. E, em buscas nas contas bancárias, a Justiça não tem encontrado dinheiro para ressarcir os clientes, que tentam, em vão, sacar as quantias investidas. A NegocieCoins foi considerada, em abril,

A NegocieCoins foi considerada, em abril, a segunda maior do mundo em criptomoedas e a primeira em volume de operações entre todas as corretoras, segundo o CoinMarketCap, que compila dados do setor. Na ocasião, a corretora brasileira teria negociado mais de 300 mil bitcoins em apenas 24 horas, montante que superaria US$ 2 bilhões.

Apesar da quantia, as empresas do grupo Bitcoin Banco, do qual a NegocieCoins faz parte, não tinham fundos disponíveis em suas contas bancárias para ressarcir os clientes, segundo processos de sete estados. As cerca de 200 ações, cujos valores variam de R$ 10 mil a R$ 12 milhões, cobram a devolução do dinheiro depositado.

No Paraná, uma decisão favorável à empresa Work Consultoria determinou o pagamento de R$ 12,120 milhões, relativo a uma confissão de dívida da NegocieCoins, que venceu e não foi cumprida. A dívida original era de R$ 39,2 milhões, que diminuiu após acordo para pagamento imediato – não cumprido pelo grupo Bitcoin Banco.

“Após o vencimento [da confissão de dívida] e o não cumprimento do compromisso, todas as nossas tentativas de contato com a empresa foram em vão. Eles simplesmente sumiram”, disse Luciano Oliveira, 39, sócio da Work Consultoria. O relato é parecido com o de milhares de usuários do grupo, que se uniram em diversos grupos no WhatsApp e no Telegram.

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O relato é parecido com o de milhares de usuários do grupo, que se uniram em diversos grupos no WhatsApp e no Telegram. O jornal “Folha de S.Paulo” teve acesso a um desses grupos. Os residentes no Paraná organizaram nesta segunda (12) um protesto na sede da empresa, em Curitiba.

Mesmo com os processos e bloqueios, as empresas do Bitcoin Banco continuam a operar a venda de bitcoins.

Em comunicado aos clientes, o grupo Bitcoin Banco disse ter sofrido uma tentativa de fraude. É a mesma alegação feita em contestações na Justiça.

13 de agosto de 2019, 17:06

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