domingo, 18 de agosto de 2019

Ciro diz que Reforma é “um desastre”, mas evita ataques nominais a deputados do PDT

Foto: Toda Bahia

Reportagem Toda Bahia

O ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT) classificou o texto da reforma da Previdência como “um desastre” e que o presidente da República Jair Bolsonaro é “tão despreparado” que não percebeu que ficará somente com o ônus do processo. Em palestra realizada na tarde desta quarta-feira (17), na Assembleia Legislativa da Bahia, ele disse, porém, que “não é justo, não é honesto que estabeleçamos um sentença definitiva sobre o governo Bolsonaro” uma vez que ele ainda está no início.

Observatório

Embora tenha dito que o governo está no início, Ciro apresentou números que apontam uma piora no governo Bolsonaro na comparação aos primeiros seis meses de governos anteriores, salvando-se apenas o desempenho da segurança pública, segundo o “Observatório Trabalhista”. Ao citar os dados da segurança, que aponta redução drástica nos números de homicídios – 57,7 mil em 2018, contra 14,3 mil em 2019 – declarou que “elogia a providência que o governo tomou ao dificultar a comunicação dos chefões do crime organizado dentro dos presídios”. Em Fortaleza, disse o pedetista, “é claro que (a violência) caiu por conta disso”.

Desastre e herança maldita

Embora aponte como desastrosa a reforma da Previdência e diga que o cenário apontará uma piora no cenário, Ciro ressaltou que o Governo Bolsonaro assumiu o comando do país com uma “herando maldita”. O pedetista criticou fortemente, porém, a redução dos investimentos na área da imunização – este ano seriam R$ 32,7 bilhões contra R$ 114,3 bilhões em 2018. Ciro aventou a possibilidade de o presidente não saber da medida tomada pelo Ministério da Saúde. “Pode ser que mude e a gente salve vidas”, comentou.

Punições

O pedetista evitou comentários diretos sobre os deputados do partido que votaram a favor da reforma, uma vez que já havia saído uma decisão do diretório nacional que suspendeu os oito rebeldes. Mas salientou: “Não pode ser trabalhista e vir agora votar contra o povo”. Questionado se valeria à pena expulsar oito parlamentares, retrucou: “a questão não é de valer à pena, mas de integridade”.

Dor de cabeça e dor de dente

Os deputados federais baianos Alex Santana e Félix Jr não foram ao encontro com Ciro. Sobre a ausência de Santana, um dos rebeldes que dão dor de cabeça ao comando pedetista, disse: “pergunta para ele”. Sobre Félix, Ciro disse que o presidente do PDT na Bahia foi acometido por uma dor de dente.

Eu sou de todo mundo

No início da palestra, Ciro disse que era amigo de muitos na Bahia, de todos os campos políticos. Disse que era amigo de Jaques Wagner e muito amigo de Rui – embora tenha voltado a afirmar que a bancada do governador deu vitória à Reforma da Previdência. Também estavam lá o deputado estadual Luciano Simões e o secretário de Saúde de Salvador e deputado estadual licenciado Léo Prates – ambos do DEM e ligados ao prefeito ACM Neto.

17 de julho de 2019, 19:50

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