quarta-feira, 25 de novembro de 2020

CEO global do Carrefour cobra revisão de treinamento de funcionários e terceirizados no Brasil

Foto: Arnaud Février/ Carrefour

Da Redação

O CEO global do Carrefour, o francês Alexandre Bompard, se manifestou pelas redes sociais sobre a violência cometida por seguranças de uma loja da rede em Porto Alegre, que causou a morte de João Alberto Freitas.

Ele cobrou ao Grupo Carrefour Brasil uma “revisão completa” dos treinamentos de colaboradores e terceirizados “no que diz respeito à diversidade e do valores de respeito e repúdio à intolerância. Ele disse ainda que as imagens do espancamento de João Alberto “são insuportáveis”.

“Meus valores e os valores do Carrefour não compactuam com racismo e violência. Espero que o Grupo Carrefour Brasil se comprometa, além das políticas já implantadas pela empresa”, escreveu ele.

 

Cobrança

Nas redes sociais, o Grupo Carrefour vem recebendo uma enxurrada de críticas. Diversas pessoas lembram que posturas truculentas de funcionários da empresa não são casos isolados. Lembraram de um cão vira-lata que foi morto a pauladas em uma loja da rede em Osasco. Em outro caso, ocorrido em Recife, o corpo de um trabalhador que sofreu um infarto e morreu no local foi coberto com guarda-sóis para que a loja continuasse funcionando.

Em outro caso ocorrido em 2009 também em Osasco, um homem negro foi confundido com um ladrão por seguranças da loja e foi acusado de estar roubando o próprio carro, um EcoSport. Em 2018, um homem foi agredido na loja de São Bernardo do Campo por ter aberto uma lata de cerveja dentro da loja, mesmo com o cliente reforçando que pagaria pelo item.

21 de novembro de 2020, 09:42

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