segunda-feira, 4 de maio de 2026

Casa do Carnaval vai ser inaugurada hoje

O primeiro museu do Carnaval só poderia ser criado aqui, na terra da alegria. E a festa, que antes tinha apenas endereço móvel (o trio elétrico), agora possui residência fixa. Lugar melhor não haveria de ser: a Casa do Carnaval, a ser inaugurada pela Prefeitura nesta segunda-feira (05), está situada no Centro Histórico da primeira capital do Brasil, ao lado da Catedral Basílica de São Salvador, entre o Terreiro de Jesus e a Praça da Sé, colada no Plano Inclinado Gonçalves, tendo como testemunha das estripulias de Momo lá contadas uma inspiradora vista da Baía de Todos-os-Santos.

Antes, o imóvel abrigava a antiga Casa do Frontispício, tendo sido restaurado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para receber o museu, fruto de um investimento de R$5 milhões da Prefeitura. O desafio foi contar tanta história em quatro pavimentos: o térreo, o primeiro andar, o terraço e o subsolo. Mas, com o uso da tecnologia e da interatividade, a Casa do Carnaval consegue mais do que isso: se torna uma divertida experiência sensorial que faz um panorama, em diversos recortes temáticos, da festa que está no âmago da cultura popular, das transformações sociais e da formação da identidade de um povo.

Com curadoria de Gringo Gardia, o mesmo que comandou, também em Salvador, o projeto de implantação da Casa do Rio Vermelho – Jorge Amado e Zélia Gattai (um memorial instalado no imóvel onde o casal de escritores viveu), o museu da folia abre-alas para um passeio pela histórica do Carnaval de uma forma lúdica e bem pessoal, como é a experiência da festa para cada um. No térreo, o visitante tem à disposição uma biblioteca de livros visuais relacionados ao Carnaval, a Salvador e suas artes e tradições. Logo depois, ele é levado a percorrer vários caminhos que revelam as singularidades de uma festa tão plural, dinâmica e libertária, onde cada um se acha no direito de ser quem quer.

05 de fevereiro de 2018, 09:52

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