quinta-feira, 14 de maio de 2026

Bule Bule é homenageado na Câmara com a Medalha do Mérito Cultural

Foto: Foto: Valdemiro Lopes / Ascom-CMS

“Defendi meu espaço, joguei duro, bati palmas para o mundo e dei risada. Minha vida mudou depois da fé. Quem tem fé é capaz de mover serra”. Com esses versos, Antônio Ribeiro da Conceição, cantor, repentista e compositor conhecido como Bule Bule, traduziu a alegria de ser o primeiro artista homenageado pela Câmara Municipal de Salvador (CMS) com a Medalha de Mérito Cultural. Durante a sessão solene de entrega da honraria, na noite desta terça-feira (24), no Plenário Cosme de Farias, o repentista lembrou que o trecho faz parte de um poema que compôs em um aniversário em que ninguém o parabenizou.

Um dia após completar 70 anos, além de parabéns, Bule Bule, recebeu o reconhecimento por seu legado cultural em uma homenagem proposta pela vereadora Aladilce Souza (PCdoB), também autora do projeto que instituiu a honraria na Casa Legislativa. A parlamentar conduziu a sessão após o presidente da Casa, vereador Leo Prates (DEM), transferir a presidência da mesa para ela.

“Bule Bule esse é um reconhecimento da cidade ao seu legado. Sua história é grande e rica”, afirmou Leo Prates. Aladilce Souza explicou que a ideia de criação Medalha do Mérito Cultural nasceu, em 2014, quando Bule Bule teve sua barraca de Cordel retirada da calçada do Mercado Modelo. “Naquele dia eu decidi que eu iria propor essa medalha e ele seria o primeiro homenageado. É um gesto de reparação”, disse a vereadora que também contou essa história em verso, como gosta o homenageado.

Bule Bule tentou agradecer formalmente, mas, logo ele, não achou as palavras para se expressar. “De forma correta, talvez eu não saiba como dizer, mas esse momento se equipara ao pensamento de um sertanejo falando de saudade. O sertanejo disse assim: ‘Saudade, doutor? Eu não sei bem, não, mas é uma coisa bem maior do que a gente entrando na gente’”, falou.

Para Bule Bule, “você tem uma vida toda certinha e vem uma medalha como uma explosão em sua carreira e o que você pode dizer é que é uma coisa bem maior do que a gente entrando na gente. Por mais dinheiro que você tenha, você não compra uma honra ao mérito e, se por acaso comprar, não tem mérito nenhum.” O homenageado recebeu a honraria das mãos dos filhos Eli Abel e Pedro Luciano, que representaram os outros nove irmãos.

25 de outubro de 2017, 07:44

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