terça-feira, 25 de junho de 2019

Bolsonaro ouviu Moro sobre vazamento em ‘conversa bastante tranquila’

Foto: Marcos Corrêa/PR

A primeira reunião entre o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e o presidente Jair Bolsonaro após o vazamento que envolveu o ex-juiz da Lava Jato foi classificada como “bastante tranquila”, oportunidade na qual Moro tratou com o chefe do Executivo sobre o vazamento de suposto conteúdo de mensagens trocadas por ele e procuradores da Operação Lava Jato. As informações são de nota divulgada pela assessoria da Pasta comandada por Moro, segundo a qual Bolsonaro “entendeu as questões que envolvem o caso”. O encontro ocorreu na manhã desta terça-feira, 11, no Palácio da Alvorada.

O comunicado afirma que o ministro fez “todas as ponderações ao presidente, que entendeu as questões que envolvem o caso”. Na nota, a pasta menciona a situação como “invasão criminosa de celulares de juízes, procuradores e jornalistas”, e informa que Moro “rechaçou a divulgação de possíveis conversas privadas obtidas por meio ilegal e explicou que a Polícia Federal está investigando a invasão criminosa”. Como mostrou o Estado no último domingo, 9, a Polícia Federal instaurou há cerca de um mês um inquérito para investigar ataques feitos por hackers aos celulares de procuradores da República que atuam nas forças-tarefas da Lava Jato em Curitiba, no Rio e em São Paulo.

Do encontro no Alvorada, Bolsonaro e Moro seguiram juntos, de lancha, para o Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília, que promoveu cerimônia de comemoração do 154º Aniversário da batalha naval do Riachuelo. Durante o evento, que contou com a presença de outros ministros de Estado, como da Economia, Paulo Guedes, Moro e Bolsonaro ficaram lado a lado. De acordo com interlocutores, a mensagem passada é de confiança do governo em relação ao ministro da Justiça.

Leia a nota completa do Ministério da Justiça e Segurança Pública:

“O ministro da Justiça Sergio Moro esteve reunido na manhã de hoje com o presidente Jair Bolsonaro quando falaram sobe a invasão criminosa de celulares de juízes, procuradores e jornalistas. O ministro rechaçou a divulgação de possíveis conversas privadas obtidas por meio ilegal e explicou que a Polícia Federal está investigando a invasão criminosa. A conversa foi bastante tranquila. O ministro fez todas as ponderações ao presidente, que entendeu as questões que envolvem o caso”.

11 de junho de 2019, 17:44

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