domingo, 18 de agosto de 2019

Bolsonaro nega que tenha ofendido nordestinos e critica “distorção” da imprensa

Foto: Agência Brasil

Redação

O presidente Jair Bolsonaro negou, na tarde de hoje, que tenha se referido ao Nordeste quando utilizou o termo “paraíba”, durante um café da manhã com jornalistas estrangeiros realizado na sexta-feira. Segundo Bolsonaro, suas declarações foram mal interpretadas e ele afirmou que sua intenção era se referir ao governador do Maranhão, Flávio Dino, e da Paraíba, João Azevêdo, e não ao povo nordestino.

“Eu fiz uma crítica ao governador do Maranhão e da Paraíba, vivem esculhambando obras federais, que não são deles, são do povo. A crítica que eu fiz foi aos governadores, nada mais. Em três segundos, vocês da mídia fazem uma festa”, declarou Bolsonaro.

Ainda segundo o presidente, Dino e Azevêdo são “unidos” e possuem uma “ideologia. “[Eles] perderam as eleições. Tentam o tempo todo, através da desinformação, manipular eleitores nordestinos. O parlamento não é tão raso como estão pensando”.

Bolsonaro ainda disse, ao ser questionado se teria usado “paraíba” de forma pejorativa, que a “maldade tá no coração de vocês”. “Tenho tanta crítica ao nordeste que casei com a filha de um cearense”, concluiu.

“Saudades do PT”

Mais cedo, o presidente já havia se manifestado, sem se referir diretamente à sua fala de ontem. Pelo Twitter, Bolsonaro criticou a imprensa e chegou a dizer que os jornalistas estão com “saudades” do PT.

“Não adianta a imprensa me pintar como seu inimigo. Nenhum presidente recebeu tanto jornalista no Palácio do Planalto quanto eu, mesmo que só tenham usado dessa boa vontade para distorcer minhas palavras, mudar e agir de má-fé ao invés de reproduzir a realidade dos fatos”.

Ele reiterou que sempre defendeu a liberdade de imprensa, “mesmo consciente do papel político-ideológico atual de sua maior parte, contrário aos interesses dos brasileiros, que contamina a informação e gera desinformação. No fundo, morrem de saudades do PT”.

Depois, ainda acrescentou: “Vou falar do PT sempre. Não adianta chorar. Não é porque perderam a eleição que seus crimes devem ser ignorados. Os efeitos devastadores do desgoverno da quadrilha ainda podem ser sentidos e é papel de todo aquele que que ama o Brasil lembrar quem foram os culpados”.

20 de julho de 2019, 20:27

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