Bancada mineira usou argumento da seca para contestar Aleluia e entrar na Sudene
Poucos deputados foram contrários à ampliação da área da Sudene para municípios de Minas Gerais e Espirito Santo, mas eles protestaram e tentaram barrar a votação da proposta, enquanto mineiros e capixabas comandaram unificados uma frente de todos os partidos para aprovar a medida.
Contrário à proposta, o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) chegou a discutir com o presidente em exercício, deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG)(foto), que comandou o acordo em torno da medida e conduziu a sessão. Para Aleluia, a votação aprovou uma proposta contra o Nordeste, que acabará com a Sudene. “Nós sabemos que Minas Gerais tem uma área na Sudene, mas essa ampliação é além do razoável. A Sudene já não tem muita força, mas é um instrumento importante para o desenvolvimento do Nordeste”, disse.
Em resposta, os deputados mineiros disseram que não haveria prejuízos para o Nordeste, e que os municípios deveriam ter sido incluídos em votações anteriores, mas ficaram de fora. “Vamos fazer justiça, porque na votação anterior esses municípios ficaram de fora, mas têm todas as características dos municípios mineiros que estão na área da Sudene”, defendeu o deputado Leonardo Monteiro (PT-MG).
O deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) disse que seria necessário demonstrar uma diferença entre os municípios incluídos e os que já estão na área para ser contrário à proposta. “Minas Gerais pediu socorro, é a pior seca dos últimos 100 anos, e na hora da seca não existe Nordeste ou Sudeste, a fome e o sofrimento são os mesmos em toda essa área”, argumentou.








