segunda-feira, 14 de junho de 2021

Associação de procuradores vai apresentar lista tríplice contra baiano Augusto Aras

Foto: Divulgação

Da Redação

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) vai apresentar ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a lista tríplice com a indicação de nomes para comandar a Procuradoria Geral da República (PGR) a partir de setembro deste ano, quando termina o primeiro mandato do baiano Augusto Aras, chefe do Ministério Público Federal (MPF). A medida contraria Aras, que tem o aval de Bolsonaro para se manter no cargo.

A votação da lista tríplice está prevista para o dia 22 de junho. Três subprocuradores-gerais da República críticos a Aras já se inscreveram: Mario Bonsaglia, mais votado na lista de 2019, Nicolao Dino e Luiza Frischeisen. Em 2019, Bolsonaro rompeu a tradição e ignorou os três nomes indicados, optando por Aras, que tem sido criticado inclusive dentro do MPF pela postura próxima ao presidente, o que estaria comprometendo o trabalho do MPF.

“Vamos insistir com a lista tríplice não como uma coisa simbólica para a categoria, mas para mostrar que esses são os nomes escolhidos pela classe para comandar a instituição”, afirmou o presidente da ANPR, Ubiratan Gazetta, em entrevista ao jornal O Globo.

Natural de Salvador, Aras, que sonhava em ser indicado por Bolsonaro para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) com a aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello, não tem o apoio para ser reconduzido ao comando da PGR da maioria do Conselho Superior do MPF, órgão responsável por decisões da gestão da instituição, como criação e prorrogação de forças-tarefas. Hoje, o procurador-geral só tem o apoio de dois dos nove membros do colegiado.

Segundo O Globo, Aras também se desentendeu com a corregedora-geral do MPF, Elizeta de Paiva Ramos, após retirar da Corregedoria um processo que atingia um aliado seu. Por outro lado, o chefe da PGR tem o apoio, além do presidente, de políticos de diversas correntes ideológicas. O perfil garantista de Aras agrada a classe política.

07 de junho de 2021, 11:04

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