terça-feira, 14 de julho de 2020

Argentinos monitoram nuvem de gafanhotos

Foto: Senasa

Da Redação

O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) pede que a população avise se avistar a nuvem de gafanhotos, que está sendo monitorada pela instituição, que aplica defensivos fitossanitários para reduzir a infestação do inseto que ameaça lavouras e pastagens.

Ontem (26), o Senasa localizou a nuvem de gafanhotos 90 quilômetros a oeste da cidade de Argentina de Curuzú. Esta, por sua vez, fica cerca de 100 quilômetros a oeste de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.

A preocupação entre os argentinos é que a nuvem de gafanhotos ataque as plantações de trigo e aveia, que estão em fase de crescimento, além do pasto dos animais. Segundo o Senasa, uma nuvem de gafanhotos é capaz de consumir uma quantidade folhas equivalente a uma colheita capaz de alimentar 2.500 pessoas em um dia.

A dieta do inseto varia, conforme a espécie, entre folhas, cerais, capim e outras gramíneas. De acordo informações repassadas à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, a nuvem é originária do Paraguai, das províncias de Formosa e Chaco, onde há culturas de cana-de-açúcar, mandioca e milho. A espécie é Schistocerca cancellata.

O deslocamento dos gafanhotos depende da circulação dos ventos e da temperatura. Os insetos preferem temperaturas mais altas. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, os ventos no Rio Grande do Sul terão intensidade entre fraca e moderada na direção sul-leste neste fim de semana. As informações são da Agência Brasil.

28 de junho de 2020, 08:15

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