terça-feira, 23 de junho de 2026

Arábia e Café com Canela são os filmes vencedores do Festival de Brasília

O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro anunciou na noite desse domingo (25) os filmes vencedores de sua 50ª edição. O júri oficial premiou o longa-metragem Arábia (MG) como melhor filme, enquanto a escolha do júri popular para melhor longa ficou com Café com Canela (BA), que recebe o Prêmio Petrobras de Cinema, no valor de R$ 200 mil. Os recursos vão contemplar a distribuição do filme em pelo menos 15 salas e cinco praças ao longo dos primeiros 90 dias de lançamento comercial.

Entre os curtas-metragens levaram o prêmio de melhor filme Tentei (PR), de Laís Melo, pelo júri oficial, e Carneiro de Ouro (DF), dirigido por Dácia Ibiapina, que recebe o prêmio de Estímulo ao Curta Metragem, no valor de R$ 40 mil. Exibido na última noite da mostra competitiva, no sábado (23), Arábia foi dirigido por Affonso Uchoa, autor de A Vizinhança do Tigre (2014), e João Dumans, roteirista de A cidade onde envelheço (2016), filme vencedor da edição de 2016 do Festival de Brasília. Situado em Ouro Preto, o filme retrata a vida do personagem André (Aristides de Souza), morador da Vila Operária. A narrativa da vida de André aparece no filme por meio de seu caderno de memórias, lido por um garoto de classe média.

“Uma das coisas que mais me encantou [ao fazer o filme] foi poder falar de lugares onde a gente não está inserido”, afirmou Affonso Uchoa ao receber a premiação. João Dumans dedicou o prêmio aos moradores dos distritos de Bento Rodrigues e de Paracatu de Baixo, em Minas Gerais, afetadas pelo vazamento da Barragem da Samarco.

Com muitos elementos de literatura, Arábia é um road movie (filme de estrada) da perspectiva de um operário brasileiro. “Essa tradição do caminheiro, do andarilho, tudo bem que isso se cristalizou em torno da ideia de road movie, mas o Brasil sempre teve isso. Esses personagens, isso é nosso também, não é um gênero deles. Isso é filme de trecho, a gente vai ter que chamar de filme de trecho. Porque é o filme do trabalhador de estrada, que faz parte da nossa realidade”, afirmou João Dumans durante a discussão sobre a obra.

25 de setembro de 2017, 11:03

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