segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Após relatório da Coaf, Líder do PT entra com representação contra Flávio e Michele Bolsonaro na PGR

O deputado Paulo Pimenta (RS), líder do PT na Câmara, ingressou nesta quinta-feira (6) com uma representação criminal na Procuradoria-Geral da República para pedir a instauração de procedimento para investigar se o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o filho do presidente eleito Jair Bolsonaro, e a futura primeira-dama, Michele Bolsonaro, receberam repasses de dinheiro ilícito. Pimenta pede também que sejam instaurados procedimentos civis e administrativos para averiguar uma possível prática de improbidade administrativa.

Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), publicado hoje pelo Estadão, apontou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em uma conta no nome de um ex-assessor de Flávio entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, e embasou o pedido.

Fabrício José Carlos de Queiroz, registrado como assessor parlamentar e motorista, é também policial militar e atuava ainda como segurança do deputado. Uma das transações na conta de Queiroz citadas no relatório do Coaf é um cheque de R$ 24 mil destinado à futura primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Segundo o Estadão, o Coaf informou que foi comunicado das movimentações de Queiroz pelo banco porque elas são “incompatíveis com o patrimônio, a atividade econômica ou ocupação profissional e a capacidade financeira” do ex-assessor parlamentar.

O documento foi anexado pelo Ministério Público Federal à investigação que deu origem à Operação Furna da Onça, realizada no mês passado e que levou à prisão dez deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Para Pimenta, o repasse feito a Michele indica, em tese, que recursos originários da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, onde Flávio é deputado estadual, estariam subsidiando despesas particulares da futura primeira-dama. O deputado argumenta ainda ser importante esclarecer se os recursos recebidos por Michele foram declarados ao fisco com o correspondente pagamento dos tributos devidos.

06 de dezembro de 2018, 22:28

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