segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Acordo de paz foi mantido em visita de Rui à Câmara Municipal

Foto: CMS

Reportagem TodaBahia

O acordo de não-agressão da bancada governista na Câmara Municipal de Salvador ao governador Rui Costa foi cumprido, embora os edis da base de ACM Neto não tenham deixado de fazer questionamentos pertinentes ao chefe do executivo estadual que foi à Casa para apresentar o projeto do VLT do Subúrbio Ferroviário de Salvador. O modal deve substituir os trens que estão completamente sucateados e que deixam os moradores da região esperando até 40 minutos pela condução entre Paripe e a Calçada.

Rivalidades de outrora

Ao ver antigos colegas de Casa, o governador lembrou de algumas disputas que nas quais se envolveu quando foi vereador em Salvador. Ao avistar Alfredo Mangueira (MDB), lembrou que enfrentava concorrência acirrada pelos votos na Liberdade, reduto eleitoral de Rui Costa. “Não sei se está com o coração mais mole”, brincou o governador, dirigindo-se a Mangueira.

Mais rápido

O governador ainda explicou que a espera pelo trem deve ser bem menor. A previsão é que, no trajeto entre a Ilha de São João (em Simões Filho) até o Comércio, o intervalo entre os trens seja de somente 3,5 minutos. Deve haver 26 estações e os técnicos do governo já estão na área para ver como será construído o VLT, que utilizará o mesmo percurso dos trens atuais.

Poder do Orçamento

Para descontrair um pouco a audiência, o presidente da Casa, Geraldo Jr (SD), contou uma curiosidade sobre a escolha do atual presidente da Comissão do Orçamento, Joceval Rodrigues. “Depois que Joceval Rodrigues soube que o governador foi presidente da Comissão de Orçamento e depois virou governador, brigou pela vaga”, disse Geraldo Jr.

“Lá e Cá”

O governador disse que não tenta entender porque políticos votam a favor ou contra propostas a depender de quem as envia e não quanto ao mérito. Disse que, quando elevou a alíquota previdenciária do funcionalismo estadual, a oposição na Assembleia votou contra. Mas que os mesmos que, votaram contra a reforma que ele fez, foram favoráveis à reforma de Bolsonaro/Guedes. Téo Senna foi que saiu com uma ótima: “Graças a Deus que o projeto do VLT é do governo”. Senna ressaltou que a oposição na Câmara votou contra ou obstruiu todos os projetos importantes da gestão Neto.

Almoço grátis

O governador petista, ao ser questionado sobre o valor das passagens do VLT, foi enfático: “Não existe almoço grátis”. Rui disse que estava ali expressando seu lado mais conservador. Os defensores de políticas econômicas mais liberais dizem que não há “passagem livre”. Alguém sempre paga a conta. Ou seja, se o usuário não paga na catraca, paga por meio de impostos embutidos em algum outro produto ou serviço.

14 de agosto de 2019, 20:36

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